domingo, 26 de abril de 2009

Igreja de Nossa Senhora da Encarnação (Olhalvo)


Esta igreja fez parte, até aos meados do século XIX, do Convento dos Carmelitas Descalços de Olhalvo. Esta igreja ficou bastante danificada no terramotode 1755. Assim, a actual frontaria, com uma única torre sineira e os seus três janelões de vergas em recorte curvo, foi concluída em 1771, embora o desenho do seu belo pórtico encimado pelo escudo do Bispo fundador. A grande torre sineira foi terminada em 1831. Em 1755 acabaram as obras de talha do altar-mor que só foi pintado e dourado em 1812. Em 1843 foi feito o elegante e equilibrado guarda-vento que ainda hoje ornamenta a entrada do templo. A capela do Santíssimo foi construída em 1833; tendo a sua abóbada abatido, no seu lugar vemos hoje uma pequena capela em arco de volta inteira, reedificada recentemente. A actual igreja, impressiona pelas dimensões e pela quase total ausência de ornamentação, apenas quebradas pelo enorme coro e pelos altares.

Coro

Vista Interior

Destes são de destacar, para além do altar-mor já referido e os dois colaterais em talha rocaille de um modelo hoje muito raro.

Altar Colateral


Altar-mor

Pormenor do Altar-mor

Na base do retábulo de cada um destes altares estão emolduradas duas pequenas pinturas ovais feitas sobre cobre. São exemplares de grande valor plástico. Na capela-mor da igreja e por vínculo instituído pelo Bispo fundador foi criado o panteão dos seus antepassados. Nas paredes laterais há quatro grandes lápides tumulares. Uma dela recorda-nos que nela está sepultado o grande Tristão da Cunha. Há ainda na igreja e no corredor da Sacristia outras pedras com inscrições.

Esta ireja é muito rica em obras de arte quer em imagens de vulto quer em pinturas de cavalete. Merecem especial referência os quadros «S. Pedro na Gruta» e «Anunciação»; a última destas telas está datada de 1656 e assinada com uma pequena sigla. Dignas ainda de assinalar as pinturas de «Santa Luzia», Santa Apolónia», «Santo António», «Baptismo de Cristo» e um «Calvário», todas elas bons exemplares da pintura do século XVII e XVIII. Nos altares podemos ver uma valiosa colecção de imagens: quase todas elas são de madeira estofada do século XVIII. Merece destaque uma pequena escultura de alabastro que apresenta restos de policromia: representa a «Virgem com o Menino» e é provavelmente, do século XVI. Tambem de grande interesse é a imagem da padroeira, «Senhora da Encarnação», existente no nicho do frontão exterior da igreja: trata-se de uma bela escultura do século XVIII outrora policromada.
Capela-mor (Panteão dos Cunhas)


Lápide Tumular de Tristão da Cunha

3 comentários:

  1. Pena as fotos serem a P/B e já serem tão desactualizadas, assim como a informação sobre os mesmos, uma vez que actualmente a Igreja já tem os seus altares restaurados.
    Noto ainda a falta de informação sobre os belíssimos quadros que ornamentam as paredes da Igreja (para além dos que constituem os altares laterais) e também as inúmeras imagens de diferente técnicas.

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  2. Desde já devolhe um pedido de descolpas pelo enorme erro e agradecer-lhe terme comunicado esse erro.
    E venho informala de já actualizei a informação só tenho é pena de não conceguir arranjar as fotos a cores pois a pessoa que as ia tirar diz que não é permitido tirar fotos dentro da igreja para não danificar a talha dourada.

    OBRIGADO

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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