terça-feira, 28 de abril de 2009

Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Pereiro de Palhacana)


A igreja da freguesia tem um interessante alpendre de colunas toscanas que corre paralelo ao corpo do edifício. Por aí se faz a única entrada para o templo. No interior há lambris de azuleijos do século XVII do tipo tapete e enxaquetados azuis e brancos. Na sacristia há outros silhares com azuleijos também do século XVII.

O arco do cruzeiro, de bom desenho, é de calcário da região e apresenta a particularidade de ter cortada a aresta frontal.

A imagem da padoeira é do século XVIII. Há ainda uma boa imagem de «S. Miguel Arcanjo», muito repintada, e outras imagens de interesse. A talha do altar é muito simples. As duas pias de água benta, em pedra calcária, talves da mesma época do arco do cruzeiro (séc. XVI) estão decoradas com motivos de sabor popular.

Igreja de S. Miguel



Situada em lugar ermo, no extremo noroeste da freguesia, esta velha Igreja esteve, até há cerca de trinta anos, no mais completo abandono. A colocação de um telhado impedio a sua total destruição.


Em 1758 o pároco fez dela a seguinte descrição: « Hé o Arcanjo Sam Miguel o seu Orago, hé de uma só nave a Igreja, a Capella mor, e dous altares collateraes, hum de N. Senhora e outro do Menino Deus» (Memórias Paroquiais)










segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pelourinho (Aldeia Galega da Merceana)

O pelourinho, situado a poucos passos da Casa da Rainha e da antiga Igreja da Misericórdia, é uma bela peça manuelina, bastante degradada e acusando a passagem do tempo.

Concebido como uma coluna torsa cingida a meia altura por um anel, está profundamente decorado com elementos vegetais. Os cachos de uva e as folhas de videira são predominantes. Apresenta, também, alguns motivos da fauna local da época, cabeças de javali e de touro.

A coluna que se ergue sobre três pequenos degraus de recorte circular é rematada superiormente por um capitel ornamentado com temas florais e desenhos emblemáticos inspirados na heráldica do antigo concelho que ali tinha a sua sede e símbolo.

Igreja do Divino Espírito Santo (Ota)

Templo muito simples e modesto, reune, no entanto, um rico conjunto de azulejaria do século XVII que muito a valoriza.
Esses azulejos do tipo tapete, distribuem-se pelos silhares da nave da igreja, pela cubertura da face anterior do arco do cruzeiro e pelo revestimento da capela-mor.
A pequena pia de água benta, de traça manuelina é o testemunho de uma igreja ou capela autrora ali construída.
De entre a imaginária da igreja destacamos, pela sua beleza, uma «Senhora da Piedade» setecentista.
Peça singular, pelas suas características epigráficas, é a laje tumular quinhentista que se encontra junto do arco da capela-mor que diz:
«E/
AQUI: IAZ: BASTIAM: PÎS: /
LAVRADOR: E SVA: MOLH/
ER: ANA: FRS: OS QVAES/
DEIXARAM: HO:ESPIRI/
TO: SÃTO: POR: SVA: DE/
VAÇAM: TRES: MILRES/
E HUM . TOVRO . ESTA . CEP/
VLTVRA E PERA . TODA . SVA/
GERACÃO . 1567 . ANOS

Igreja de Nossa Senhora dos Anjos (Vila Verde dos Francos)

Inteiramente reformada. Apenas conserva, na capela-mor, a sepultura de D. Luís de Noronha, de 1643; e, no corpo da igreja, uma pia de água-benta, do século XVI, e pia baptismal do século XVII.
Capela-mor

Igreja de Nossa Senhora do Egipto (Ribafria)

Pequeno templo alpendrado, com porta manuelina. Altar-mor de talha do séculoXVIII, com duas imagens estofadas e uma outra, de S. Brás, de pedra. Pia baptismal quinhentista, em taça simples de pedra, como a da Igreja de S. Sebastião na Espiçandeira.


Alpendre com Porta Manuelina


Altar-mor

Nossa Senhora do Egipto e Sacrário


Crusifixo

Pia Baptismal

Nossa Senhora de Fátima

domingo, 26 de abril de 2009

Igreja de Nossa Senhora da Encarnação (Olhalvo)


Esta igreja fez parte, até aos meados do século XIX, do Convento dos Carmelitas Descalços de Olhalvo. Esta igreja ficou bastante danificada no terramotode 1755. Assim, a actual frontaria, com uma única torre sineira e os seus três janelões de vergas em recorte curvo, foi concluída em 1771, embora o desenho do seu belo pórtico encimado pelo escudo do Bispo fundador. A grande torre sineira foi terminada em 1831. Em 1755 acabaram as obras de talha do altar-mor que só foi pintado e dourado em 1812. Em 1843 foi feito o elegante e equilibrado guarda-vento que ainda hoje ornamenta a entrada do templo. A capela do Santíssimo foi construída em 1833; tendo a sua abóbada abatido, no seu lugar vemos hoje uma pequena capela em arco de volta inteira, reedificada recentemente. A actual igreja, impressiona pelas dimensões e pela quase total ausência de ornamentação, apenas quebradas pelo enorme coro e pelos altares.

Coro

Vista Interior

Destes são de destacar, para além do altar-mor já referido e os dois colaterais em talha rocaille de um modelo hoje muito raro.

Altar Colateral


Altar-mor

Pormenor do Altar-mor

Na base do retábulo de cada um destes altares estão emolduradas duas pequenas pinturas ovais feitas sobre cobre. São exemplares de grande valor plástico. Na capela-mor da igreja e por vínculo instituído pelo Bispo fundador foi criado o panteão dos seus antepassados. Nas paredes laterais há quatro grandes lápides tumulares. Uma dela recorda-nos que nela está sepultado o grande Tristão da Cunha. Há ainda na igreja e no corredor da Sacristia outras pedras com inscrições.

Esta ireja é muito rica em obras de arte quer em imagens de vulto quer em pinturas de cavalete. Merecem especial referência os quadros «S. Pedro na Gruta» e «Anunciação»; a última destas telas está datada de 1656 e assinada com uma pequena sigla. Dignas ainda de assinalar as pinturas de «Santa Luzia», Santa Apolónia», «Santo António», «Baptismo de Cristo» e um «Calvário», todas elas bons exemplares da pintura do século XVII e XVIII. Nos altares podemos ver uma valiosa colecção de imagens: quase todas elas são de madeira estofada do século XVIII. Merece destaque uma pequena escultura de alabastro que apresenta restos de policromia: representa a «Virgem com o Menino» e é provavelmente, do século XVI. Tambem de grande interesse é a imagem da padroeira, «Senhora da Encarnação», existente no nicho do frontão exterior da igreja: trata-se de uma bela escultura do século XVIII outrora policromada.
Capela-mor (Panteão dos Cunhas)


Lápide Tumular de Tristão da Cunha

Igreja de S. Sebastião (Espiçandeira)

É um edifício de característicasarquitectónicas muito simples e curiosas, talvez construído nos finais do século XVI. Tem capela-mor elevada, nave e coro. A porta principal com arco de volta inteira, é ladeada de pilastras almofadadas. A porta lateral apresenta também o mesmo tipo de pilastras sobrepostas por uma arquitrave que suporta um parametro rectamgular ornamentado com uma luneta em concha, uma cruz e dois relevos figurativos. O interior é de bastante interesse e a presença de quatro pilastras adossadas às paredes laterais, indicam a existência primitiva de um tecto em abóbada de berço. Esta hipótese é reforçada visualmente pelo recorte dos panos de azulejos que forram, a toda a altura, as paredes laterais e a do arco do cruzeiro. Sobre este arco abre-se um nicho com um Cristo crucificado de algum valor. Dignos de nota o púlpito quinhentista em pedra calcária com balaústres e a verga da sua porta ornamentada com o motivo da concha que já observamos na porta lateral. Junto ao púlpito e dentro de uma edícula em arco abatido, forrada de azulejos verdes e brancos está um túmulo de pedra apoiada em leões, com a estátua funerária de um cavaleiro vestido de armadura e de espada à cinta, de factura bastante rústica. O seu interesse reside no facto de se tratar de um modelo tardio, considerado mesmo o último jacente esculpido em Portugal. Neste túmulo, onde está sepultado Frei João Boto Pimentel, da Ordem de Malta, há uma inscrição e um belo escudo heráldico. Lamentavelmente oculta pelo retábulo de talha do altar está a primitiva capela-mor em forma de ábside, de planta semi-circular, com boas proporções e tecto semi-esférico que retoma o motivo da concha que já encontrámos como elemento decorativo noutros pontos da igreja. É ainda digna de nota a pia baptismal. É de calcário e de modelo muito simples, sem quaisquer ornamentos. No lado esquerdo do templo, e no grande ressalto que marca a transição da nave para a capela-mor há uma interessante pedra haráldica que assinala um jazigo de família. No corpo da igreja há algumas lápides funerárias com inscrições.

Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Carregado)

Esta igreja, de construção recente, foi inaugurada no ano de 1956 como se pode ler na inscrição sobre a porta principal: ANNO DOMINI MCMLVI. O edifício, de grandes proporções, é de arquitectura muito simples. Foi construida em terrenos pertencentes à quase esquecida Quinta Velha do Carregado.

Ermida de S. João Baptista (Serra de Montejunto)

Esta esta ermida fica situada numa das cotas mais elevadas da Serra de Montejunto. É uma pequena construção de arquitectura muito rude e monolítica, de paredes grossas e como que agarradas aos penedais da serrania. No seu interior é digno de referência o frontal do altar de azulejos policromados do século XVII com elementos animais e florais. A decoração da capela é completada com paineis de azulejo figurativos do século XVIII, alguns bastante danificados, com temas da vida de S. João Baptista. Pena é que muitos destes azulejos estejam colocados fora do seu lugar. O retábulo do altar é em mármore de cores rosadas, provavelmente dos finais do século XVII. Quase ligadas a esta capela estão as ruínas de um velho convento dominicano.
Atar
Convento Dominicano

Capela de Nossa Senhora do Ó (Paúla)

Segundo a tradição, esta capela é uma das mais antigas do concelho. É de arquitectura muito simples ainda que alterada por sucessivos restauros. Entra-se na capela através de uma pequena galilé com abóbada de berço. No altar-mor tem a padroeira. É uma imagem de roca.

Igreja de S. Gregório Magno (Cabanas de Torres)

A igreja matriz da freguesia, que foi recentemente sujeita a cuidadoso trabalho de restauro, é um pequeno edifício de arquitectura muito simples. Rodeada por um muro baixo, o acesso faz-se por alpendre abobadado. O campanário é de concepção arquitectónica bastante antiga e de um modelo pouco vulgar. O interior apredenta uma capela-mor e uma nave com tecto em abóbada de berço. A decoração é muito sóbria sendo de destacar o forro das paredes da capela-mor em azulejos azuis e brancos enxaquetados. Na parede lateral da nave e numa edícula, um bom painel de azulejos historiados representa «S. Miguel pesando as almas». O púlpito, de calcário, é de desenho simples e apresenta na base uma data : 1690. A pia baptismal de modelo bastante antigo não tem qualquer decoração.

Igreja de Santa Maria Madalena (Aldeia Gavinha)

A igreja é de uma só torre sineira e tem sobre a porta de entrada a data de 1724. No entanto, a julgar pela inscrição de uma laje tumular existente na capela-mor, remonta aos começos do século XVI.








Igreja de Nossa Senhora da Piedade (Merceana)

Esta igreja tem a sua origem numa lenda e num culto pré-cristão do início do século XIV; no século XV já era um importante centro de peregrinação. A velha capela seria então substituída por uma grande igreja mandada edificada pela Rainha D. Leonor nos começos do século XVI. Desta construção resta a definição do espaço interior, o arco do cruzeiro e as duas arcadas que separam as três naves da igreja. Terminada a construção da igreja primitiva foi construído o primeiro altar-mor em talha dourada e a capela-mor é revestida de azulejo tipo tapete. no entanto é no século XVIII que a igreja beneficia de maiores transformações: constrói-se a primeira torre, a fachada principal com galilé de três arcos frontais e acrescenta-se o celeiro e a sala de sessões e coloca-se o coro com um pequeno órgão de tubos. Já no século XX transformou-se o velho celeiro em Baptistério onde se pode encontrar a pia baptismal e um "S. João Baptista" em bronze.
Pormenor da Porta de Entrada

Interior da Igreja
Altar-mor

Convento de Santo António de Charnais (Merceana)


Convento de frades capuchos, fundado no século XVII, possui um dos mais valiosos conjuntos de azulejos do concelho de Alenquer. A igreja, com acesso por uma galilé abobadada, tem uma única nave. O tecto é em abóbada de berço que, na capela-mor, ainda apresenta restos de pintura a fresco. As paredes laterais estão ornamentadas com azulejos setecentistas que formam dezoito painéis recortados historiando alguns milagres e outras cenas de vida mística dos Franciscanos.



Na parede do lado direito está implantado um púlpito de sóbria talha do século XVIII, em azul e oiro tal como os dois altares colaterais. Na mesma parede abrem-se as três portas dos confessionários, interiormente revestidos de azulejos de desenho muito simples dos fins do século XVIII.

Um dos três confessionários

O atar-mor, é também em talha setecentista nas cores verde e oiro, com colunas caneladas de capitel compósito. O coro suporta um belo altar em madeira com um lindo crucifixo.

Interior da Igreja

Do lado esquerdo da igreja e com entrada pela galilé fica a capela da Ordem Terceira, ornamentada também com azulejos do século XVIII. Os azulejos do frontal do altar imitam tecido adamascado com remates de galão dourado. Junto do altar encontram-se quatro paineis de azuleijos.
Pelo lado direito da já referida galilé temos acesso às dependências do convento, passando através da portaria revestida de azulejos de figura avulsa. Numa pequena sala anexa encontram-se outros belos painéis de azulejos, nos tectos destas dependências ainda há restos de pinturas a fresco, concebidas com certa ingenuidade.

Portaria do Convento

Completa o edifício um pequeno claustro, ornamentado à volta com lambris de azulejos de albarradas do século XVIII.

Claustro

Também são de referencia a Sala do Capitulo, as escadarias, os corredores, o refeitório com lambris de azulejos e com vestígios de pintura a fresco, a pequena cozinha, a sala lateral à igreja toda refestida em azulejos e de acesso á escadaria para o primeiro andar e a bela Sácristia de forma circular com os seus três altares e o seu tecto em cupula.


Cozinha


No exterior do convento destaco os belos azulejos e a escultura de Santo António que se encontram na fonte, e um tanque de grandes dimenções com uma bela bica de pedra.